Consumidor sente reajustes no bolso
Como a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mais representativa nos setores de alimentos, despesas pessoais e saúde, os consumidores paranaenses ficaram com o bolso mais vazio. O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, afirma que a tendência é que, quanto menor a renda, maior a percepção da alta em produtos.
Silva diz que o IPCA reflete a variação dos preços das cestas de consumo de famílias com recebimento mensal de um a 40 salários mínimos. No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sobre rendimentos familiares de um a seis salários mínimos. ''Com a alta da alimentação, o IPCA nacional ficou em 0,41% e o INPC em 0,45%, porque o custo com comida é de 20% para famílias até 40 salários mínimos e de 40% para as com até seis.''
São justamente os consumidores em supermercados que mais reclamam. Em Londrina, a aposentada Maria Lourdes da Silva aponta o frango e o leite como maiores culpados pelo aumento dos gastos dela. ''Ainda bem que compro pouco frango porque moro sozinha, mas uma família grande deve ter problemas'', diz Maria Lourdes, que não deixa de consumir os produtos apesar da alta.
A dona de casa Nadir Soares diz que tudo está mais caro. ''Em todo lugar que vou, sinto isso, então procuro as ofertas dos mercados e, como compro muitos remédios, pesquiso antes.'' O agente de viagens Juarez Ricardo dos Santos percebeu que itens básicos da dieta dele, como feijão, arroz, óleo e carne tiveram aumento de preço. ''Tudo subiu e tento fazer pesquisa antes de ir ao mercado.''





