Consumidor segura gastos em julho
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quinta-feira, 24 de julho de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O paranaense começou a colocar o pé no freio quando o assunto são os gastos. A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de julho, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada ontem pela Fecomércio-PR, apontou retração na intenção de compras das famílias em comparação a julho do ano passado.
O indicador da intenção de consumo deste mês no Estado ficou em 132,5 pontos, dez a menos do que julho de 2014, quando o índice marcou 142,3 pontos. Em relação a junho, que marcava 132,2 pontos, houve leve alta. Ainda assim, a intenção de consumo dos paranaenses está acima da média nacional, que é de 120,6 pontos.
Para a coordenadora de pesquisas da Fecomércio-PR, Priscila Takata, os principais motivos que têm levado o consumidor a gastar menos são as incertezas em relação à economia brasileira, o aumento da inflação, o ano eleitoral e o endividamento que, em julho, atingiu 89% dos paranaenses.
A pesquisa mostrou ainda que a queda na intenção de consumo nos últimos 12 meses foi mais acentuada entre as famílias das classes A e B. Com quase dez pontos a menos, em julho deste ano o indicador é de 129,8 pontos, mas era de 151,4 em julho de 2013. As classes C, D e E também reduziram os gastos e a diferença é de 7,3 pontos entre julho deste ano, que marca 133,1 pontos, e o mesmo mês de 2013, com 140,4.
Segundo o levantamento, 52,5% dos entrevistados estão se sentindo mais seguros em relação ao emprego atual, mas este índice é menor que o mesmo período de 2013 quando atingiu 56,1%. O consumidor que está inseguro em relação ao emprego não vai se endividar, disse ela. A percepção das pessoas é de certa estagnação em relação à renda. O rendimento atual está melhor para 69,6% das famílias endividadas, quase o mesmo percentual (69,4%) de julho do ano passado.
O consumidor também percebeu que há mais dificuldades para ter acesso a crédito. Para 68,6% dos entrevistados o acesso ao crédito está mais fácil contra a opinião de 71,6% do mesmo mês do ano passado. Os bancos estão segurando os financiamentos, principalmente, para veículos, disse Priscila.
Sobre o nível de consumo atual, 40,9% disseram que estão comprando mais do que no ano passado, 30,1% revelaram estar gastando menos, e 29% responderam que o consumo é igual. E quando questionados sobre a perspectiva de consumo para os próximos meses, 55,7% apontaram que será maior do que no segundo semestre do ano passado, 34% relataram que o consumo será menor e 10,2% afirmaram que será igual ao ano de 2013. Segundo Priscila, isso mostra uma certa melhora para o segundo semestre. O consumidor não deve deixar passar em branco datas como o Dia das Crianças e o Natal, acredita ela. Segundo Priscila, a entrada do 13º salário também deve ajudar nas vendas.



