Consumidor se prepara melhor para a Black Friday
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Folhapress 
São Paulo - Já consolidada no calendário do Brasil, a Black Friday, que acontece hoje, pode trazer ganhos reais para o consumidor mais atento. Passado o entusiasmo inicial das primeiras edições, quem pretende aproveitar os descontos tem se preparado melhor para o dia oficial do saldão. "Com a recessão, as pessoas estão mais preocupadas com o orçamento. Estão pesquisando mais para ver se a promoção é realmente vantajosa", diz Maria Inês Dolci, porta-voz da Proteste (Associação Brasileira do Consumidor).
A expectativa da associação é que haja menos problemas do que nas edições anteriores. Dolci recomenda que o consumidor fique atento a questões como o prazo de entrega, que esteve entre as principais reclamações da edição de 2014. "O consumidor tem que documentar a compra. Guardar os comprovantes. Se a empresa não cumprir o prazo de entrega, será punida," esclarece. Antes da data oficial da Black Friday, muitas empresas aproveitaram a expectativa dos clientes para antecipar os descontos, com liquidações ao longo do mês de novembro. "Há um estoque grande que as empresas querem se livrar. É importante o consumidor ficar atento às características do produto", diz Dolci.
Um celular com memória interna vai sair mais barato do que o modelo com maior capacidade de armazenamento, por exemplo. A voltagem elétrica do produto -110V ou 220V- também interfere no preço de alguns itens. "Tem que checar também se o modelo não vai sair de linha e se tem assistência técnica disponível. Caso contrário, a compra deixa de ser vantajosa", completa a porta-voz da associação. Com a antecipação das liquidações em novembro, quem iniciou as pesquisas de preços dos itens desejados pode ter um panorama do que esperar durante a Black Friday. A dica de comparar os valores também é válida para quem não se preparou previamente. Antes de finalizar a compra, é recomendado passar por outras lojas e checar as ofertas. "Tem que controlar a ansiedade. Na dúvida, não compre".
Os consumidores no Brasil estão mais atentos a falsos descontos na Black Friday, e têm pesquisado com antecedência os preços dos produtos que desejam comprar. A prática, recomendada por órgãos de defesa do consumidor, é adotada por 82% das pessoas que já participaram de uma edição anterior do festival de descontos. A conclusão é de pesquisa feita com 1741 pessoas acima de 18 anos pela plataforma PiniOn, especializada em captar a opinião a respeito de marcas e temas diversos por meio de seu aplicativo mobile.
"Quando a Black Friday começou no Brasil, muita gente dizia que os descontos não eram de verdade, já que os preços eram aumentados uma semana antes. O brasileiro já está mais esperto com isso e está tentando não cair nesse falso desconto", diz Talita Castro, analista de pesquisa do PiniOn. A pesquisa mostra que 26% dos consumidores que já participaram da Black Friday enfrentaram problemas ao fazer compras durante a data. O contratempo mais comum foi dificuldade para navegar nos sites das lojas, que atingiu 60% dos que relataram problemas.
Outros resultados do estudo mostram que, em média, as pessoas gastaram R$ 505 na última vez que fizeram compras na Black Friday, e que os principais produtos comprados foram artigos de informática e eletrodomésticos, adquiridos por 26% e 24% dos consumidores da data respectivamente. Além disso, 37% dos participantes da pesquisa disseram achar caros os preços praticados nas edições da Black Friday no Brasil, com apenas 16% afirmando que os preços são baixos. "É um dado significativo, que mostra que poucos estão satisfeitos com os descontos", diz Castro.


