O motorista Carlos Tomita estacionou ao lado da bomba de um posto de combustíveis, no Centro de Londrina, desceu do carro, olhou para o preço da gasolina, arregalou os olhos com semblante de susto e já se dirigia de volta ao carro para ir embora. Questionado sobre o motivo, disse que o preço estava alto e que preferia procurar local com o valor antigo. "Gasto uns R$ 300 ao mês e a diferença vai pesar no meu bolso", afirmou.
Apesar da pesquisa de preços do motorista, gerentes de postos que estavam com preços antigos contaram que não sentiram uma corrida para encher o tanque dos consumidores. Talvez, disseram, porque todos foram pegos de surpresa pelo reajuste de 6,6% no preço da gasolina e de 5,4% no valor do diesel. "Já recebemos combustível mais caro hoje e acabamos de alterar o valor", contou a gerente de posto Rose Abreu.
Rose disse esperar uma migração do consumo da gasolina para o etanol, que deve voltar a compensar. No entanto, os consumidores creem que o biocombustível também deve sofrer reajuste. Para a fisioterapeuta Marcia Moro, que abastecia ontem com etanol por acreditar que nos últimos tempos o biocombustível valia mais a pena do que a gasolina, é um reflexo esperado. "Não vai aumentar só o combustível, mas outras coisas. Parece que isso impacta em tudo, menos no nosso salário."

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