Consumidor recupera confiança e pretende aumentar compras
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quarta-feira, 26 de julho de 2006
Agência Estado 
Rio de Janerio - Após cinco meses em queda, a confiança do consumidor se recuperou em julho, impulsionada pelo aumento na intenção de compra de bens duráveis. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de julho, que subiu 0,9%, após queda de 0,1% em junho. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o cenário atual de juros mais baixos elevou o apetite do consumidor para comprar bens duráveis, segmento formado especialmente por automóveis e eletrodomésticos.
O ICC abrange 2.000 domicílios em sete capitais, com entrevistas feitas entre os dias 1º e 22 de julho. O indicador é mensal, calculado com base em cinco perguntas da Sondagem das Expectativas do Consumidor, apurada desde outubro de 2002. Na avaliação do economista da FGV, Aloísio Campelo, não há somente um motivo para a melhora de cenário. O consumidor está otimista com o futuro da economia; com a atual melhora no cenário macroeconômico - além de ter atingido maior equilíbrio em suas finanças, afirmou o economista.
Ao detalhar o cenário de julho, Campelo informou que houve melhora nas avaliações do consumidor sobre a situação presente e em suas expectativas. O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que subiu 1,5% em julho, ante alta de 1,1% apurada em junho; e o Índice de Expectativas, que avançou 0,7% em julho, ante queda de 0,8% em junho.
Entre as boas notícias da pesquisa está o tópico sobre situação financeira atual da família. De junho para julho, subiu de 17,1% para 18,4% a parcela dos consumidores que a consideram boa. Mas o grande destaque foi mesmo a resposta sobre compras. Subiu de 8,2% em junho para 9,6% em julho a parcela dos entrevistados que prevêem comprar mais bens duráveis nos próximos meses. Isso se deve, em grande parte, à continuidade na redução taxa básica de juros (Selic), que conduz a um nível menor de juros reais.
Embora tenha destacado a melhora, Campelo ressaltou que o cenário não é de um otimismo generalizado. O consumidor ainda tem algumas dúvidas sobre o futuro, principalmente em relação ao mercado de trabalho. O otimismo do consumidor se recuperou em julho. Mas não é uma euforia, ressaltou Campelo.


