Consumidor quer imóvel até R$ 100 mil
A maior parte das pessoas que visitaram a 5 Feira de Imóveis de Londrina é casada e procura apartamento de até R$ 100 mil. A preferência é por imóveis de três quartos. É o que mostra o resultado da pesquisa feita durante os três dias de feira, no final da semana passada, no Centro de Eventos do Catuaí Shopping, com objetivo de traçar o perfil do consumidor de imóvel. Foram ouvidas 2.400 pessoas entre as mais de 10 mil que passaram pelo local.
Os números refletem a realidade atual do Brasil, onde a predominância da classe C leva ao aquecimento do mercado de imóveis até R$ 100 mil, dentro do programa federal Minha Casa, Minha Vida que tem juros a partir de 4,5% ao ano, além de subsídios. Entre os entrevistados, 62,10% disseram ter interesse em adquirir imóvel até R$ 100 mil; 26,90%, de R$ 101 mil a R$ 200 mil; 8,40%, de R$ 201 mil até R$ 300 mil; e 2,60%, acima de R$ 300 mil.
Comprar apartamento é a intenção de 66,50% dos entrevistados, enquanto a casa ficou com 33,50% da preferência. ''Não fizemos um estudo para nos aprofundar, mas acredito que a segurança é a principal vantagem que as pessoas veem no apartamento'', avalia Sérgio Takao, da organização do evento. Outro ponto é o preço. ''Se compararmos, é bem mais fácil comprar um apartamento do que investir num terreno e depois na construção de uma casa.'' Ele observa ainda que Londrina é uma cidade verticalizada e o aumento da procura por casas em condomínio fechado é bem recente.
Entre as pessoas que preferem apartamento, 58% querem três quartos; 38,80%, dois quartos; e 2,70%, um quarto. A situação é semelhante no caso dos consumidores que procuram casa: 55,20% buscam três quartos; 43,50%, dois quartos; e 1,30%, um quarto.
Marco Antônio Bacarin, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), avalia que o valor do imóvel de maior interesse já era esperado devido às facilidades do Minha Casa, Minha Vida, mas considera que a procura por imóvel acima de R$ 100 mil surpreendeu. Ele cita o exemplo de uma construtora que estava fazendo um lançamento nessa faixa de preço na feira. ''Durante os três dias de evento, eles receberam 250 visitantes no estande, enquanto que em quatro meses de plantão de vendas foram 400 visitas'', compara.
Outra observação feita por Bacarin é quanto à intenção de compra de imóvel por parte de famílias de estudantes de fora em Londrina. ''É uma situação que temos notado há algum tempo: muitos pais preferem comprar do que ficar pagando aluguel para os filhos. Mesmo que o estudante não permaneça na cidade depois de formado, fica o investimento'', destaca.
Bacarin avalia ainda que a procura por imóveis de até R$ 100 mil mostra que o mercado de Londrina ainda tem muito para crescer neste segmento. ''Quem tiver imóvel nessa faixa hoje vende'', observa.
A movimentação da 5 Feira de Imóveis de Londrina, segundo os organizadores, deve superar R$ 100 milhões, considerando negócios fechados durante e após o evento. A expectativa inicial era de R$ 50 milhões. O evento foi realizado pela Tasa Eventos, de Maringá, em parceria com o Sincil, Sindicato da Habitação e Condomínios - Regional Londrina (Secovi) e Sindicato da Indústria da Construção Civil - Norte do Paraná (Sinduscon-Norte).





