Consumidores de Maringá estão revoltados com o reajuste do preços dos combustíveis, adotado durante a semana por uma boa parte das revendas. Segundo alguns motoristas que ligaram para a Folha, os preços subiram entre 12% a 16%, dependendo do posto. ‘‘Fiz cotação em seis postos onde sempre abasteci e constatei o reajuste’’, diz o gerente comercial Lauro Shibukawa. Ele afirma que no sábado da semana passada pagou R$ 0,5539 pelo litro de álcool, e anteontem R$ 0,620 no mesmo posto.
‘‘O aumento foi geral, não importa a localização do posto ou a companhia que representa, o que deixa parecer que existe um acerto entre as empresas do setor’’, reclama Shibukawa. Outro motorista, que não quis se identificar, alega que o reajuste mostra que a concorrência pregada pelo mercado, com os postos ‘‘fingindo’’ que brigam entre si, não existe de verdade. O Procon municipal de Maringá também vem recebendo denúncias de consumidores, mas alega que não pode fazer nada.
O coordenador do Procon, Daniel Campos, afirma que as reclamações são repassadas à delegacia estadual do Ministério das Minas e Energia. ‘‘Existe uma possibilidade de acerto para o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) fiscalizar o gás, mas os outros combustíveis está a cargo mesmo do ministério’’, explica. O delegado do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Paraná em Maringá, Sérgio Alves dos Santos, explica que os aumentos praticados por alguns postos se deve ao fim de algumas promoções. ‘‘Não sei no entanto qual o desconto e o reajuste praticado’’.
Ele diz que uma companhia estava cobrando preços abaixo do mercado para atrair clientes. ‘‘Como a empresa retirou as vantagens, mesmo os postos de outras bandeiras que tentavam seguir os preços voltaram aos valores normais’’, afirma. Santos afirma que o sindicato não interfere na questão de preços dos combustíveis, mas alega que a classe não é unida, e quem tem condições consegue praticar preços menores. ‘‘Mas são poucos’’, diz.

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