Curitiba - A nova lei do ICMS para as carnes, que entrou em vigor no Paraná na semana passada, poderá provocar a elevação de até 1% no preço das carnes produzidas dentro do Estado, admitiu o presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Pedro Joanir Zonta. Ele adiantou, porém, que esse aumento pode ser eliminado se houver ganho de produtividade dentro das indústrias e que sejam repassadas ao varejista.
Para as carnes compradas em outros Estados, Zonta destacou que o varejo deverá repassar ao consumidor o aumento de 7%, que corresponde ao aumento da carga tributária sobre o produto.
Segundo Zonta, a lei do ICMS para as carnes vai incentivar o aumento de investimentos por parte do produtor e indústria. O presidente da Apras foi enfático ao incluir os pecuaristas paranaenses como os grandes beneficiados com a legislação, a exemplo do que já aconteceu com o leite longa vida. ''Com a ampliação das compras internas a indústria terá um custo menor no frete e na logística de distribuição, que deverá resultar num custo menor de vendas aos supermercados'', justificou.
Na opinião de Zonta, a arrecadação do Paraná também aumenta. ''O ICMS que era recolhido para o estado de origem da mercadoria, passa agora a ser recolhido no Paraná'', explicou.
A Apras apresentou um estudo comparativo em que o Estado perdia até 4,58% com a legislação anterior, onde as empresas que compravam carne ganhavam um crédito de até 12% e na saída pagavam 7%. Com a nova lei, o Estado passou a ganhar 1,75%.

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