Consumidor pode ganhar com guerra de 'gigantes' este mês
Consumidor pode ganhar com
guerra de gigantes este mês
O consumidor brasileiro dos grandes centros pode esperar, este mês, uma disputa de titãs entre duas redes de supermercados no Brasil. A guerra, acirrada nas últimas semanas, entre Carrefour e Pão de Açúcar pela compra de outras redes para expandir os domínios no mercado do Centro-Sul do País, chega de forma mais intensa às prateleiras das lojas. Os dois gigantes do varejo começam a se enfrentar num duelo de promoções, cortando até pela metade os preços de etiqueta de uma infinidade de produtos.
Em ambos os casos, o líder e o vice-líder do setor supermercadista informam que estão repassando as vantagens obtidas em negociações fechadas com fornecedores. Além de ganhar mercado nas regiões em que atua, a tentativa é fazer com que os negócios deslanchem neste segundo semestre e garantam um bom resultado para setembro, mês fraco de vendas.
O Carrefour está investindo R$ 40 milhões na promoção para comemorar 24 anos da rede no País. Desde o dia 29 de agosto até 12 de setembro a empresa está oferecendo 600 itens, renovados a cada semana, com descontos que variam entre 10% e 20% nas 66 lojas.
Os primeiros sinais são positivos, diz o diretor de Marketing, Pierre-Louis Brisset, destacando que o acréscimo de movimento, típico no segundo semestre não começou. Além dos descontos, a rede vai sortear 132 automóveis e 132 computadores entre os clientes que comprarem, no mínimo, R$ 30.
No contra-ataque, o Extra, divisão de hipermercados do Grupo Pão de Açúcar, iniciou desde o dia 1º uma megapromoção, que também vai até o dia 12. São mil produtos em oferta, com descontos de até 50%. A perspectiva, diz o diretor da rede Extra, Luiz Fazzio, é de ampliar entre 10% e 15% as vendas de setembro em relação às de uma mês normal.
Fazzio explica que do total de produtos, entre alimentos e não-alimentos, são cerca de 600 itens fixos. Os outros 400 itens são renovados a cada dois ou três dias. Para chegar a esse pacote de ofertas, o grupo negociou entre 60 e 90 dias com os fornecedores, com o objetivo de reduzir os custos.
O presidente da Associação Paulista, Omar Assaf, diz que não são só as gigantes do setor que estão fazendo promoções. Como a estabilidade, as diferenças são aparentes e quem não acompanhar o mercado perde terreno. No primeiro semestre, as vendas cresceram apenas 0,66%.





