Consumidor pagará por sistema elétrico seguro
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Julia Borba<br>Folhapress 
Brasília - O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) afirmou ontem que, se o Brasil quiser aumentar a segurança elétrica, terá de investir mais. Esses custos, segundo ele, terão de ser pagos pelo consumidor. "Se tivermos que ter uma sobra de energia elétrica para garantir uma segurança ainda maior do que temos hoje - e a que temos é grande e sólida - teremos de pagar por isso", disse.
"Se 126 mil MW nos bastam hoje, segurança maior seria termos 130 mil MW, 150 mil MW, 200 mil MW. Quanto custaria isso? E a quem? Ao consumidor", afirmou.
Para Lobão, o Brasil possui a quantidade necessária de energia para atender seu consumo. Mas à medida que se deseje investir mais no setor, será preciso "gastar muito mais". "O que fazemos hoje está dentro das melhores práticas internacionais. Ninguém faz melhor que o Brasil. Isso é reconhecido até pela agência internacional de energia. O Brasil é um dos modelos", reforçou.
O discurso do ministro ocorreu durante evento de posse do novo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Reive Barros.
"Estamos sujeitos a pequenos incidentes como os outros também estão. O que não podemos admitir é o descompasso. A desordem. Isso não temos. Temos o compasso e a ordem", concluiu Lobão.


