Consumidor não têm intenção de gastar mais
O principal argumento dos consumidores para adquirir qualquer bem é a falta de dinheiro. O segurança Erivelto Rodrigues, de Londrina, não tem planos de compra para os próximos dois meses. Ele conta que ainda está comprometido com os gastos feitos no Natal e Ano Novo. ''Além disso, estou pagando um consórcio'', completou. Uma motocicleta é o atual sonho do office-boy Wellington Carlos Aurora que também entrou num consórcio e ''gastou muito na Páscoa e Dia das Mães''.
O gerente de loja Carlos Eduardo Fernandes e o vendedor André Luis Coelho afirmam que nos próximos 60 dias gastarão apenas com as namoradas. ''Na verdade, devo comprar alguns CDs para mim, mas isso faz parte das despesas mensais'', incluiu Fernandes.
A assistente administrativa Alzira Osório Silva também não pretende mexer no orçamento porque tem prestações a quitar. A estudante universitária Tânia Querino pretende apenas incrementar o guarda-roupa com algumas peças de roupa e calçados. ''Não posso extrapolar a mesada'', explicou. Entre os entrevistados da Folha, a vendedora Cleide Bazzo é a única que deverá investir parte do salário num compra extra. Há dois meses, ela pesquisa o preço de um DVD e acredita que gastará, aproximadamente, R$ 500,00 para realizar seu desejo.®MDBO¯ ®MDNM¯(Betânia Rodrigues)





