Grande parte dos consumidores de Londrina não chegou a sentir os efeitos do sobe e desce do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Muitos dos donos e gerentes de mercados ouvidos pela reportagem da Folha na cidade disseram que não chegaram a fazer compras nas duas últimas semanas e os que compraram mercadorias com preços maiores resolveram absorver o prejuízo.
O proprietário do supermercado Santa Ângela, no Jardim Ana Rosa (Cambé), Luiz Cláudio Depieri, foi um dos que preferiram arcar com os aumentos provocados pela elevação do imposto. ‘‘Compramos com uma leve alta, mas não chegamos a repassar para os preços. Hoje, é preferível levar um pequeno prejuízo a perder um cliente’’, sustenta Depieri. Ele adianta que semana que vem tentará reaver, junto ao fornecedor, os valores pagos a mais nos produtos.
O dono do supermercado Gaivota (zona oeste), Antonio Ferreira da Silva, nem chegou a fazer compras no período em que vigorou a alíquota do ICMS de 12% e 17%. ‘‘Aqui no meu estabelecimento não mudou nada. Os preços continuam os mesmos’’, diz ele.
Num mercado da zona norte, o Castelo Branco, quatro itens sofreram reajustes de 4% a 5%. ‘‘Compramos os produtos mais caros e não tivemos outra opção que não a de repassar para o consumidor. Mas, na próxima semana já vamos fazer novas compras e os preços deverão voltar ao que eram’’, diz a proprietária Márcia Madalosso.

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