Consumidor não sabe diferenciar recicláveis
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
As sacolas plásticas usadas nos supermercados e reutilizadas como embalagens para lixo doméstico se tornaram as vilãs da poluição do meio ambiente. Tanto que os supermercados do Paraná foram obrigados a adotar as sacolas oxibiodegradáveis, que demoram apenas um ano e meio para se decompor na natureza, enquanto a sacola tradicional leva cerca de 100 anos.
Mas o que quase não se leva em conta é que os plásticos usados para embalar os alimentos industrializados poluem da mesma forma que as sacolas e nem sempre podem ser reciclados. O problema é que a população sabe distinguir o lixo orgânico do não orgânico, mas tem dificuldade em distinguir o que é reciclável do que não é reciclável.
Na opinião do professor Rafael dos Santos Ferreira há muita falta de informação sobre o assunto, mas principalmente falta de conscientização. Ele mora em um edifício e observa que as pessoas, de modo geral, não têm o hábito de separar o lixo. Existem placas indicando que o lixinho na beira da pia é para colocar restos de alimentos, mas os moradores colocam as embalagens e tudo no mesmo lixo. Eu mesmo confesso que, às vezes, cometo este erro. Para ele, deveria haver uma campanha educativa permanente para orientar melhor os consumidores. A questão não é a falta de respeito com o meio ambiente e sim a falta de campanhas que orientem o povo a respeito disso.
A farmacêutica e bioquímica Cristiane Scandiuzi Gusson diz que separa o lixo orgânico de outros tipos de lixo em sua casa, mas tem uma certa dificuldade em classificar o que é reciclável e o que não é reciclável. Não é que tudo que não é orgânico seja reciclável, mas é quase isso. Ela diz que coloca as embalagens de vários alimentos, tipo lazanhas e bolachas industrilizadas, no lixo reciclável. Acho que nem todas as pessoas têm as informações necessárias para fazer a reciclagem adequadamente e acredito que ainda há muita dúvida sobre o que é reciclável ou não.
A bancária Ana Lúcia Baggio usa uma classificação não muito comum para separar as embalagens. O lixo seco, que é o papel e o plástico que envolve algum produto, coloco em um saco plástico azul; e as embalagens onde vem as carnes, pizzas e condimentos, eu coloco em um saco preto. Ela diz que é trabalhoso fazer a separação desta forma, mas acha que é bem melhor para a pessoa que faz a coleta do lixo reciclável e vai manipular depois este material. Ana Lúcia diz que está preocupada com as questões relacionadas com o meio ambiente e acredita que as embalagens plásticas dos alimentos poluem tanto quanto as sacolas plásticas dos supermercados.


