Carmem Murara
De Curitiba
Lojas lotadas e consumidores desesperados atrás de presentes para amigos e familiares. Este foi o cenário ontem e deve se repetir hoje no comércio de rua e shoppings centers do Paraná, às vésperas do Natal. Os consumidores querem aproveitar o tempo que resta para comprar pelo menos uma ‘‘lembrancinha’’ ou para honrar o compromisso de presentear o amigo secreto. Para atender os retardatários, os lojistas querem manter as lojas abertas hoje até as 20 horas, mas o sindicato dos empregados quer o fechamento do comércio às 18 horas.
A abertura até mais tarde é para garantir maior volume de vendas. Os lojistas sabem que o período de Natal representa a maior oportunidade do ano para vender os produtos, que encalham nas prateleiras nos meses de janeiro e fevereiro.
O último balanço feito pela Associação Comercial do Paraná indicava que as vendas natalinas estavam 4% superiores ao ano passado. A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 21 de dezembro (última terça-feira), tomando como base as consultas que os vendedores das lojas fazem ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Até o dia 21, foram feitas 485,4 mil consultas contra 468,6 mil relativas ao ano passado.
O aumento nas vendas agrada os lojistas, mas eles ainda consideram pequeno o aquecimento. ‘‘Acho que no final das contas vamos vender menos em relação ao ano passado’’, disse o gerente da loja Free Amazon, Ronaldo Camargo da Silva. No início do mês, a Associação Comercial havia previsto um aquecimento entre 10% e 12% nas vendas de Natal.
A expectativa se dava com base nos estoques que a indústria vendeu ao comércio varejista neste segundo semestre. No ano passado, houve um incremento nas vendas de Natal, mas a maioria dos consumidores optou por presentes mais baratos.
Neste ano não deve ser diferente. O gerente da loja de calçados Senador, Luis Carlos Cavalheiro, disse que as vendas se concentram em produtos que têm um valor entre R$ 20 e R$ 25. ‘‘Os produtos mais caros são vendidos quando é para a própria pessoa que compra’’, afirmou Cavalheiro.
Uma pesquisa feita no início do mês no comércio curitibano mostrou que os lojistas estavam otimistas. Do total de entrevistados, 35% disseram que as vendas estavam acima do esperado, enquanto 32% informaram que o volume de comercialização seria maior do que em 98.Lojistas se dividem sobre as vendas deste ano e querem esticar atendimento hoje para atender retardatários
Kraw PenasA VELHA CORRERIAComércio de rua em Curitiba no dia que antecede a véspera do Natal, um dos mais ‘quentes’ do ano para o setor varejista: consumidores aproveitam os £ltimos momentos para comprar e animam os empresáriosJosoé de CarvalhoFamília Cuba, às compras: gastos de R$ 100Josoé de CarvalhoCongestionamento nas lojas: os retardatários disputam espaços e mercadorias

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