Consumidor está mais otimista, mostra estudo
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quarta-feira, 05 de novembro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Mais da metade da população acredita que a economia vai melhorar nos próximos seis meses. O resultado foi apontado numa sondagem feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) junto a 2,2 mil chefes de família em 12 capitais. O resultado: 54% dos entrevistados acreditam numa recuperação e 15%, em piora. Para quase um terço, a situação ficará na mesma. A fatia dos otimistas na pesquisa cresceu quase 30% em relação à pesquisa anterior, de julho, quando era de 42% do total de entrevistados.
O otimismo com o futuro contrasta com a visão sobre o presente. Na avaliação de 68% dos entrevistados, a situação da economia está ruim. A taxa, entretanto, também melhorou. Era de 71% na pesquisa anterior.
Segundo o coordenador de Análise Econômica da FGV, Salomão Quadros, os indicadores mostram avanço nas avaliações, tanto da situação do País quanto das famílias. ''Com os ventos começando a soprar a favor, o consumidor se anima e anuncia sua volta às compras'', disse Quadros.
O comerciante Marcus Antonio Salomão Garcia, 34 anos, é um exemplo. Depois de passar uma semana pesquisando, ele decidiu ontem fechar a compra de uma motocicleta, que usará para passear e trabalhar. Ele aposta numa melhora da economia do País. A decisão de compra do veículo veio com uma promoção do fabricante e com a redução dos juros do financiamento.
A sondagem da FGV mostra que a parcela de pessoas dispostas a gastar mais com a compra de bens de alto valor, nos próximos seis meses, saltou de 13%, no levantamento anterior, para 21%. Mas ainda predomina, com 51% do total, o grupo que diz que gastará menos no período, comparado aos seis meses anteriores. A taxa era de 54% na pesquisa anterior. Num sinal de cautela, 80% dos entrevistados não pretendem adquirir carro ou imóvel nos próximos seis meses.
''Estamos captando um sentimento de normalização, não de euforia'', comentou Quadros. A pesquisa mostra, por exemplo, que a taxa de entrevistados que considera a situação econômica da sua família boa ou normal avançou de 59% para 69%. Quadros também explicou que a expectativa captada pela Sondagem Industrial e do Consumidor apontam na mesma direção. ''Há uma convergência de expectativas. A possibilidade de fortalecimento da economia, assim, é maior'', afirmou.


