Guto Rocha
De Londrina
O foco dos produtores familiares que querem conquistar espaços no mercado deve estar voltado para o consumidor. Segundo o coordenador Técnico da Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, Herlon Goelzer de Almeida, diz que a maioria dos pequenos produtores que querem vender sua produção no varejo e os tradicionais feirantes reclamam da concorrência com os grandes supermercados. ‘‘Os supermercados evoluiram na oferta de produtos, com preços mais baixos e semi-elaborados, mas os pequenos varejistas têm uma vantagem que as grandes redes nunca conseguirão oferecer: o atendimento personalizado’’, disse. Almeida participou ontem em Londrina do Simpósio ‘‘Canais de Comercialização para Agricultura Familiar’’, promovido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.
Almeida observou no entanto que os produtores que se utilizando dos chamados equipamentos de varejo (feiras livres, noturnas, direto do produtor) devem ficar atentos que o consumidor faz compras for três fatores: necessidade, hábito ou por impulso. E este último item, segundo o técnico, não é utilizado pelos produtores para conquistar a freguesia. ‘‘O consumidor gosta de ver a banca cheia, limpa, higiênica, bem montada, com jogo de cores’’, comentou.
A economista Maria Regina Nabuco, primeira secretária de Abastecimento de Belo Horizonte (MG) disse que a criação da pasta pela administração passada teve como objetivos criar maior relacionamento como os produtores rurais da região de BH, aumentar a oferta de alimentos a preços mais baixos. ‘‘Conseguimos aumentar em 20% a oferta de hortifrutigranjeiros, com preços até 50% abaixo do mercado, sem gastar nada dos cofres públicos’’, afirmou.

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