Consumidor deve fugir da alta de 25%
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de maio de 1999
Agência Estado 
Mesmo que o governo volte atrás e decida prorrogar o acordo com as montadoras que reduziu o IPI para o setor automobilístico e barateou o preço dos carros em cerca de 10%, o consumidor que pretende comprar automóvel deve apressar-se para fechar o negócio se quiser fugir do aumento médio de 10%, anunciado pela indústria automobilística na semana passada.
Várias concessionárias ainda têm em seus estoques carros faturados pelo preço sem aumento. Mas os profissionais dessa área alertam que o nível de estoques está baixo e, por causa do crescimento da demanda, não é possível ter idéia do período em que ainda serão mantidos os preços sem reajuste. Por isso, quem adiar a compra corre o risco de pagar mais pelo carro.
O consumidor deve levar em conta ainda que não está descartada a possibilidade de que ocorram novos aumentos de preço nas próximas semanas. O governo condicionou a prorrogação do acordo à constatação de que a manutenção dos preços acarretaria prejuízo às montadoras, como elas alegam.
O acordo permite que as montadoras faturem pelo IPI com alíquota mais baixa até 17 de maio. Se o impasse com o governo não for resolvido em uma semana, é altamente provável que os automóveis fiquem ainda mais caros depois dessa data. Primeiro porque, se o acordo for extinto, será eliminado o desconto de 3 pontos percentuais no ICMS, em Estados como São Paulo, que acordaram a redução dos valores, e depois porque a alíquota do IPI volta aos níveis anteriores à vigência do acordo. Estima-se que, até o fim do mês, o aumento no preço do carro poderá chegar a 25%.


