Se o financiamento for a opção escolhida pelo consumidor que deseja comprar um carro, antes de fechar o negócio é importante calcular a quantia que seria pago à vista e o valor total pago em caso de financiamento. ''Às vezes, o total pago a mais pode inviabilizar a compra e, geralmente, isso acontece mais em financiamentos longos e sem entrada'', observa a advogada Lumena Sampaio, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).
A advogada acrescenta que estourar o cheque especial para garantir uma entrada não é nenhuma vantagem devido às altas taxas de juros, que variam de 8% a 10%. Uma opção seria optar pelo crédito pessoal, cujas taxas são menores: entre 4,65% a 5%. Nesse caso, os juros costumam ser mais baixos e o empréstimo pode vir descontado em parcelas na folha de pagamento.
Na avaliação de Lumena é o próprio consumidor quem deve optar pelo plano de pagamento que mais se adapte ao seu orçamento doméstico. Ela acrescenta que se a compra for feita no final do ano, o comprador deve guardar alguma reserva porque o IPVA deve ser pago já em janeiro. Além desse imposto, ainda há os gastos com a transferência do veículo e o licenciamento.
Se o veículo for usado, é importante verificar se foram pagos o licenciamento e o seguro obrigatório. Também devem ser observadas se não há multas pendentes.
''Antes de fechar um contrato, o consumidor deve lê-lo integralmente e não deixar espaços em branco. Também não é certo assinar qualquer nota promissória porque o veículo negociado já serve como garantia'', explica a advogada. (F.M.)

mockup