Consumidor deve ficar atento a testes e recargas
Em Londrina existem diversas empresas que prestam serviço de recarga para extintores de incêndio. Porém, o consumidor deve ficar atento para não sofrer alguns tipos de fraudes comuns já constatadas no setor.
No momento de requisitar o serviço para extintores de pó químico, verifique se a empresa compra o agente inibidor de fogo de algum fornecedor certificado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), através do site www.inmetro.gov.br.
Quem trabalha nesta área está proibido de reutilizar pó químico em qualquer circunstância. ''Uma boa ideia é descarregar todo o extintor antes de levá-lo para a recarga. Assim, o pó químico não terá como ser reaproveitado'', comenta o tenente Rodrigo Nakamura, do Corpo de Bombeiros.
Outra dica é desconfiar de serviços muito mais em conta do que dos concorrentes. O fraudador pode recarregar o cilindro com menos agente do que o estipulado ou comprar pó químico adulterado de firmas clandestinas. ''O cliente não sofre apenas o prejuízo do extintor, mas também perde outros bens devido à ineficácia do produto. A recarga, de modo geral, corresponde a apenas 20% em relação ao valor de um extintor novo'', analisa o comerciante Gilson Bonfim.
Vale ressaltar que a cada cinco anos o equipamento deve passar por um teste hidrostático. Nesse teste são avaliados um a um os diferentes componentes do cilindro como vazamentos na válvula e mangueiras e até micro vazamentos e corrosões no recipiente. ''Caso ele seja reprovado no teste hidrostático, está condenado e não é mais utilizado'', finaliza Gomes. (V.L.)





