Arquivo FolhaContra-indicadoO parcelamento das compras em prestações ainda é mau negócio: taxas de juros estão nas alturasComprar à vista com desconto e evitar empréstimos pelo crédito pessoal, cheque especial e a rolagem de dívidas pelo cartão de crédito ou do supermercado. Esses procedimentos poderão livrá-lo do pagamento das taxas de juros escorchantes que ainda vêm sendo cobradas no comércio e pelas instituições financeiras (veja quadro acima). O alto nível de inadimplência é apontado como um dos principais motivos da permanência do juro mensal em nível tão elevado.
A administradora Credicard, por exemplo, vai aumentar o juro cobrado no crédito rotativo. A taxa de 11,40%, cobrada até sexta-feira pelo Credicard Mastercard, subirá para 11,96%, para o titular que tem vencimento de fatura no dia 1º; já a taxa de 11,62% cobrada pelo Diners passará para 12,08% para quem tem vencimento de fatura no dia 2.
O economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, diz que o comércio, mesmo com as vendas fracas, tende a manter as taxas cobradas no crediário, enquanto o desemprego e a inadimplência persistirem. ‘‘O recuo do juro não depende apenas da queda da Taxa Básica do Banco Central’’, afirma.

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