Consumidor deve estar atento ao botijão de gás
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de junho de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O consumidor deve tomar uma série de cuidados com o botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. A dona de casa Janete Maria Nardin começou a ter problemas com os produtos da companhia Liquigás. Segundo ela, todos os botijões que comprava vinham com vazamento de gás.
Ela explicou que o problema não acontecia com a revendedora de Curitiba mas, com a distribuidora Liquigás que mandava os botijões sempre com vazamento. ''A revendedora atende bem e troca o produto toda vez que está com vazamento'', disse.
A Liquigás informou que entrou em contato com a revendedora de gás que teria esclarecido que não recebeu nenhuma reclamação de consumidores relacionada a problemas com os botijões. Em nota, a empresa esclareceu ainda que segue os melhores procedimentos de envase, cumpre todas as normas de segurança vigentes, sendo que todo vasilhame utilizado pela distribuidora é testado quanto a vazamentos antes de sair das plantas de enchimento.
O presidente do Sindicato dos Revendedores das Distribuidoras de Gás do Paraná (Sinregas-PR), José Luiz Rocha, alertou que o consumidor deve realizar o teste da espuma de sabão. Basta colocar um pouco de espuma na saída do botijão. Caso haja vazamento, haverá a formação de bolhas. Ele disse que há pessoas que atuam no setor não autorizadas e que enchem os botijões em fundo de quintal além de não realizarem manutenção dos vasilhames.
Rocha disse que o consumidor deve sempre verificar se o lacre, o botijão e a etiqueta do produto são da mesma marca. Além disso, deve exigir a nota fiscal e comprar de revendas autorizadas. Segundo ele, com o número do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) é possível verificar na Agência Nacional de Petróleo (ANP) se a revenda é autorizada. ''Muitas vezes, em busca de preço baixo e promoções, a pessoa compra produtos com origem clandestina'', alertou.
Ele lembrou ainda que o vazamento de gás em um ambiente fechado pode provocar explosão. O botijão deve ficar sempre em local bem ventilado. Caso a pessoa não consiga contato com a revenda na hora de reclamar, deve colocar o botijão ao ar livre para evitar acidentes.
Rocha disse que a ANP deve começar um recastramento das revendas de gás do Paraná que ainda não tem data certa para iniciar. Segundo ele, hoje são cerca de 2 mil revendas autorizadas no Paraná e 5 mil clandestinas. Em Curitiba, a estimativa é que existam 800 empresas regulares e 2 mil irregulares.
Em 2006, a ANP fiscalizou 54 revendas de gás de cozinha no Paraná, interditou uma e autuou 19. Ainda neste mesmo ano, foram fiscalizadas quatro distribuidoras e autuadas três no Estado.
No ano passado, foram fiscalizadas 59 revendas em Londrina, três sofreram interdição e 15 receberam autuações.


