Maringá - O maringaense é exigente na hora de comprar, mas negligente com relação aos seus direitos. É o que mostra uma pesquisa realizada em Maringá para identificar o perfil dos consumidores. Mais de 60% dos entrevistados escolhem os produtos primeiro pela qualidade e só depois pelo preço. Entretanto, apenas 6% sabem que o Procon é um órgão municipal e 33% não sabem sequer o que é o Procon. Mais de 80% dos entrevistados disseram que nunca recorreram a um órgão de defesa.
De acordo com a professora Suzie Terci, coordenadora da pesquisa, os consumidores de Maringá são bem informados sobre as empresas e procuram obter detalhes sobre produtos de qualidade e bom preço. ‘‘Só que a preocupação existe até o momento da compra. Depois disso, a maioria nada sabe sobre os direitos’’, explicou a professora. Segundo a pesquisa, 48,10% dos entrevistados não verificam se o manual de instrução do produto é em português. Apenas 44,11% pedem nota fiscal. ‘‘O consumidor é bem informado, mas pouco precavido’’, salientou Suzie. Quando surge algum problema com o produto, 86,83% dos consumidores reclamam primeiro com a empresa que vendeu a mercadoria.
A grande maioria (83,83%) considera caros os preços praticados nos supermercados e 91,62% querem a volta das etiquetas nas mercadorias. Ainda com relação ao Procon, Suzie Terci disse que a pesquisa revelou que os consumidores de Maringá reproduzem muita crendice sobre o órgão municipal. ‘‘Tem muita gente confundindo o Procon com Juizado de Pequenas Causas e houve caso de consumidores relatarem que uma amiga já resolveu no Procon causas relacionadas a briga de casais.’’
A pesquisa foi feita em abril e início de maio, ouvindo 500 pessoas com idade entre 18 e 50 anos. A maioria dos entrevistados tem o segundo grau completo e curso superior incompleto.

mockup