Consumidor de Londrina vai ter que esperar
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2002
Benê Bianchi 
Os consumidores de gasolina de Londrina terão que aguardar um pouco mais para saber quanto irão pagar pelo litro do combustível. Até o final da tarde de ontem, os donos de postos não haviam recebido informações das distribuidoras. A gente sabe que vai baixar o preço, mas não sabe quanto, disse o gerente do Posto Universitário (Esso), Josoé Souza Muniz.
Segundo ele, os valores deverão ser conhecidos no momento da nova compra do combustível que no caso do Posto Universitário, provavelmente, ocorra hoje. A distribuidora Texaco também não informou sua rede de revendedores sobre os novos valores.
No Posto Carajás o litro da gasolina estava sendo vendida ontem por R$ 1,57. Segundo o proprietário do estabelecimento, Thiago Santaella, a redução de R$ 1,62 para R$ 1,57 foi espontânea. A gente se antecipou a uma definição da distribuidora, comentou, observando que hoje os preço deve cair ainda mais, já influenciada pela redução dos preços determinada pelo governo.
Gás O novo preço do gás de cozinha também era uma incógnita até o final da tarde de ontem. Ao contrário da gasolina, o gás terá o preço majorado, devido ao fim do subsídio determinado pela nova Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). O governo anunciou aumento de 12%, mas as distribuidoras ainda não fizeram o anúncio oficial para as revendedoras.
Não recebemos nenhum comunicado, disse o presidente da Associação dos Revendedores de Gás de Londrina, Cosme Francisco de Lima. Os preços do botijão de 13 quilos variavam entre R$ 19,00 e R$ 22,00. Nas revendedoras, a expectativa era de que o novo preço deveria ser conhecido a qualquer momento.
A Folha tentou contato com várias distribuidoras, mas nenhuma forneceu informações. Ainda não sabemos de nada, disse o assistente comercial da Liquigás, em Araucária, George Monteiro. Nem mesmo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), com sede no Rio de Janeiro, tinha informações disponíveis. Segundo a secretária que atendeu a reportagem, a entidade está sem presidente e nenhuma pessoa que estava no local ontem à tarde sabia como ficariam os preços.


