São Paulo - O consumidor terá uma elevação significativa no custo dos empréstimos por conta da elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciada quarta-feira pelo governo federal, mas nem mesmo isso afetará a tendência de alta do consumo, segundo análise da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade).
''O consumidor não deixará de comprar seus produtos a prazo na medida que o mesmo olha tão somente o valor da prestação e se a mesma cabe em seu bolso. Como este acréscimo na prestação não chega a ser tão elevado, ele continuará a comprar normalmente, entretanto pagando mais caro pelo produto e pelo financiamento'', explica a entidade.
O decreto presidencial que eleva a alíquota do IOF em 0,38 ponto percentual deveria ser publicado ainda ontem em edição extra do ''Diário Oficial'', quando começaria a valer. O imposto incide, por exemplo, sobre operações de câmbio, seguros, empréstimos e sobre financiamentos da casa própria, mas não estão incluídas transações bancárias, como depósito e saques e operações mobiliárias. Assim o IOF, que tem atualmente uma alíquota de 1,5% ao ano, passará a ter uma alíquota de 3% ao ano nas operações de crédito.
A entidade simulou algumas situações. Uma delas é a compra de uma TV de LCD de 26 polegadas pelo prazo de 24 meses, com preço à vista de R$ 1.500 e taxa de juros de 6% ao mês. Com o IOF antigo, seriam 24 parcelas de R$ 120,85 (total de R$ 2.900,40), e com o valor novo, 24 parcelas de R$ 122,29 (total de R$ 2.934,96). Ou seja, o aumento na prestação fica em apenas R$ 1,44, mas o aumento no financiamento total é de R$ 34,56.

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