Consumidor comemora praticidade
O movimento nas lojas do centro da cidade ontem foi avaliado como normal pelos comerciantes entrevistados pela reportagem da Folha. O consumidor esteve nas ruas para comprar e comemorou a praticidade da abertura do comércio nas tardes de sábado. Todos os que conversaram com a reportagem, no entanto, admitiram: não gastam mais do que o já previsto no orçamento.
''Já trabalhei como vendedora e sou contra a abertura'', disse a dona de casa Lucélia de Jesus Magalhães. ''Claro que fica mais prático para a gente, mas não acho que ninguém faz mais compras por causa disso. O dinheiro é o mesmo'', afirma.
Da mesma forma pensa a auxiliar de corte Solange Aparecida Fabrício. ''Acho que é cansativo para o vendedor. Fica mais fácil para quem quer comprar, mas a diferença é que somente acontece uma troca dos dias nos quais as pessoas compram'', afirma.
Entre os vendedores, o consenso é de que o trabalho adicional não traz benefícios. ''Hoje mesmo o movimento está fraco. Além do mais, as horas extras são compensadas com folgas no meio da semana, o que acaba diminuindo nossa comissão'', explica a vendedora Vanderléia Aparecida de Lima, que trabalha no ramo há 12 anos. ''Percebo que nos dois primeiros sábados do mês, as vendas aumentam em mais de 100% comparado aos dias da semana. Mas nos demais o movimento é mais fraco'', constata Carlos Eduardo Ferreira, vendedor há nove anos. ''Afinal, o dinheiro não estica'', brinca. (A.





