Consumidor começa a pagar juro menor
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Agência Estado 
Financeiras e bancos começaram a reduzir os juros cobrados do consumidor, em resposta ao corte de 2,5 pontos percentuais na taxa básica (over-selic) do Banco Central, sexta-feira, e que passou a vigorar ontem. O cenário econômico mais positivo delineado nas últimas semanas - com inflação menor que a prevista, volta do capital externo e estabilização da cotação do dólar - também está fazendo com que instituições financeiras como o Banco Panamericano e a Lonsango (financeira do Llodys Bank) reavaliem os juros nos empréstimos.
Desde ontem, por exemplo, a Creditec, financeira do Banco BBM, reduziu de 3% para 2,72% ao mês a taxa para financiamento de veículos novos em 24 meses. O Banco do Brasil também mexeu no custo do dinheiro. Os juros mensais para adiantamento de crédito ao lojista que aceita cartão de crédito Visa, que oscilavam entre 2,8% e 3,9%, recuaram para 2,5% a 3,8% ao mês. O custo para antecipar o desconto de cheque pré-datado no Banco do Brasil, que oscilava entre 3% e 4,5% ao mês na sexta-feira, também baixou para 2,6% a 4%.
É a nossa menor taxa de juros mensal para veículos em dois anos e meio, afirma o diretor da Creditec, Ivair Martins Gomes. Com uma carteira de crédito de veículos de R$ 50 milhões, ele explica que a expectativa da empresa com essa redução é manter a sua fatia de mercado.
No crédito pessoal e nos financiamentos para compra de bens duráveis, a Creditec está avaliando o mercado e, por enquanto, mantém os juros mensais de 12,8% e 8%, respectivamente. No crédito direto ao consumidor, por exemplo, os juros, que estavam, em média, em 6,9% ao mês, recuaram para 6,7% na semana passada.
Enquanto algumas financeiras começaram a cortar os juros, outras ainda estão avaliando o mercado. O diretor de Operações da Losango, Manuel Vieira, diz que está disposto a reduzir em 0,16 ponto percentual os encargos, assim que conseguir captar o dinheiro a um custo menor.
O Panamericano é outro que está avaliando o mercado, especialmente o desempenho das vendas em maio e da inadimplência para alterar os juros. A intenção do diretor da financeira Wilson de Aro é reduzir os encargos até o fim da semana. Até quarta-feira, devem ocorrer mudanças no mercado, diz o presidente da Acrefi, associação que reúne as financeiras, Manoel de Oliveira Franco, indicando que mais instituições estão dispostas a acompanhar a trajetória dos juros básicos.


