Na busca por conforto, segurança e economia de tempo, o consumidor está concentrando suas compras em super e hipermercados. Enquanto no Brasil essa linha varejista já participa com cerca de 80% das compras de alimentação, segundo pesquisa realizada pelo Ibope, no Paraná este número é ainda maior: 90%, de acordo com informações da Associação Paranaense de Supermercados (Apras). A pesquisa também revelou que 28% das compras de pães, 40% das compras de hortifrutigranjeiros e 56% das compras de carnes e ovos já são realizadas em um único lugar.
Para o superintendente da Apras, Walmor Rovariz, a pesquisa só não corresponde a um aspecto da realidade paranaense. ''Aqui, não são só os super e hipermercados que estão amealhando novos fregueses. Os mercados regionais e de bairros também''. Para reforçar sua tese, Rovariz explica que a participação das grandes lojas no varejo paranaense diminuiu de 41% para 39% nos últimos dois anos. ''Graças à efetividade das lojas médias'', conta.
E o setor de hortifrutigranjeiros, segundo Rovariz, é o que mais tem colaborado para o aumento das compras com alimentação em supermercados no Paraná. ''É um segmento tradicionalmente forte no Estado, em contrapartida com as feiras itinerantes em São Paulo, que ainda conseguem atrair a atenção do público''. O grande fluxo consumidor gerado pelo segmento, para Rovariz, é o responsável por um aumento significativo na alta do faturamento que os supermercados vem registrando. ''Por serem produtos que precisam ser comprados com maior frequência que o normal, gera grande movimentação nas lojas. E quem entra num supermercado acaba comprando outras coisas'', afirma o superintendente da Apras.
A grande presença da vigilância sanitária nos estabelecimentos também colaborou para a melhoria da qualidade de produtos oferecidos pelos supermercados e, consequentemente, para o aumento do consumo. ''Nesse aspecto, a venda de carnes foi a maior beneficiada, pois é o ramo em que talvez o consumidor mais se preocupe com aspectos como higiene''.
Em um hipermercado de Londrina, o gerente João Luiz Tibério confirma a hipótese de Rovariz. ''O faturamento de nosso açougue aumentou cerca de 15% desde o início do ano, mesmo que nós não tenhamos registrado alta no fluxo de consumidor'', conta Tibério. ''Além disso, temos realizado investimentos gerais para oferecer mais conforto''.
A diversificação de serviços também é lembrada como fator colaborante para o aumento da participação dos supermercados na compra do consumidor, segundo Ademir Cirino, gerente de outra grande loja de Londrina. Na padaria instalada dentro do supermercado, o público pode comer salgados e tomar refrigerantes. ''E deveremos inaugurar em dezembro uma lanchonete. Isso deve aumentar a frequência do público aqui dentro e, como consequência, nosso faturamento''. (Com Agência Estado)

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