Kraw PenasPreferênciaO advogado Rubens Requião ouve a gerente Elenita Resende: vinho importado tem melhor qualidadeOs produtos importados, até pouco tempo atrás apenas um sonho de consumo para as pessoas, se tornaram hábito para grande parte da população. Os consumidores passaram a ter em casa certos tipos de alimentos e bebidas que eram tidos como luxo. Entre esses produtos estão queijos importados, patês, vinhos do Porto e até a legítima massa italiana fresca, considerada a nova mania dos supermercados.
As marcas mais consumidas de macarrão italiano são a Barilla e Dececco, que deixaram para trás massas frescas nacionais. O queijo norte-americano Filadélfia também ganhou a preferência de muitos consumidores. ‘‘Os queijos suíço e holandês viraram mania’’, afirma o sócio da loja de importados Lidador Bebidas e Iguarias Finas, Carlos Feliz.
Ele acredita que a preferência se deve pela qualidade dos produtos, mas o preço também influencia. Em sua loja, Feliz vende um queijo parmesão argentino por R$ 21,50 o quilo, enquanto o parmesão nacional Faixa Azul pode custar até R$ 30,00. ‘‘Muitos queijos e patês importados não são mais considerados artigos de luxo na mesa do consumidor e entraram na rotina diária’’, diz.
Feliz afirma que a preferência pelos importados é sentida na procura. ‘‘Nós tivemos um aumento de 50% nas vendas neste Natal em relação ao ano anterior’’, conta. Ele diz ainda que a grande preferência ainda é pela bebida importada. O carro-chefe é o vinho. A loja, que é uma franquia carioca, tem mais de 3 mil marcas de vinho.
A gerente do show room da Importadora Perini, Elenita Resende, diz que a preferência dos clientes é pelo vinho. Um dos clientes dela, o advogado Rubens Requião, prefere o importado pela qualidade. ‘‘A impressão que tenho é que o vinho importado é melhor que o nacional’’, afirma.
Entre as bebidas importadas, algumas ganham mercado. Um deles é o licor sul-africano Amarula. A Importadora Perini, a mais antiga de Curitiba, vende o produto para grandes redes como Mappin, Carrefour e Sendas.
CrescimentoSegundo o diretor financeiro da importadora, Maurício Perini, a venda de importados apresentou um crescimento de 20% no último ano em relação ao ano anterior. Ele acredita que a redução dos impostos de importação contribuiu para estimular a venda dos produtos. Em 1979, o imposto era de 205% e hoje é de no máximo 40%.
A Importadora La Violetera também comemora. ‘‘Os importados quase dominam o mercado’’, aposta a gerente de vendas Rosana Paz de Siqueira. Ela conta que um das boas novidades foi a azeitona com recheio sabor de anchovas. ‘‘Virou um hábito’’, diz.
A La Violetera tem 400 grupos de alimentos importados da Espanha, Grécia, Turquia e Chile. Champignon, azeitonas e azeite de oliva representam metade das vendas.

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