O movimento de valorização da taxa de câmbio não é visto pelos analistas da Global Invest, consultoria econômica de Curitiba, como sendo um comportamento sustentável e permanente. Os analistas afirmam que da mesma forma que já trabalhavam anteriormente com um real mais valorizado do que a média do mercado, a percepção da consultoria é de que a taxa de câmbio continue sendo a mesma, em torno de R$ 3,40 para o fechamento do ano. ''Em decorrência, também não achamos necessário alterar nossas projeções para as contas externas'', dizem.
Com relação aos investimentos estrangeiros, a Global Invest revisou suas expectativas para 2003, de US$ 15 bilhões para US$ 14,5 bilhões. Esta mudança deve-se a dois fatores: expectativa de menor crescimento econômico e os impactos das incertezas do período pré-guerra, que reduziram os ingressos de investimentos diretos em fevereiro e março.
Juros - A postura mais conservadora do Banco Central (BC) com relação à condução dos juros básicos (Selic), fez com que a Global Invest elevasse sua projeção de juros ao final de 2003 de 19% ao ano para 20,8%. A informação está no relatório da consultoria enviada neste final de semana a seus principais clientes. Hoje, os juros básicos são de 26,5%.
Segundo os analistas da Global Invest, as novas pressões da inflação, sobretudo em março, têm origem em choques de ofertas advindos de fatores como o clima, sobre os quais o BC não pode exercer controle. Estas pressões levaram o BC a reajustar sua projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 9,9% para 10,3%. O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e serve de base para o cálculo da meta de inflação no País.

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