Consultoria diz que preço da gasolina está defasado
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo Os preços domésticos da gasolina e do diesel já acumulam defasagens de, respectivamente, 15% e 10% em relação às cotações do mercado do golfo norte-americano - parâmetros da política de preços adotada pela Petrobras -, de acordo com a analista da Tendências Consultoria Integrada, Fabiana Fantoni. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha), segundo ela, a defasagem é maior, de 30%.
A analista acredita que essas defasagens não produzirão grande impacto nos resultados da Petrobras no primeiro trimestre. Ela lembrou que a Petrobras pode obter compensações para isso na exportação de combustíveis, por exemplo. Além disso, o parâmetro para a comparação dos resultados será baixo: o petróleo WTI custava, em janeiro do ano passado, US$ 18 o barril, lembra ela. Fabiana advertiu, contudo, que os resultados serão afetados se os repasses das defasagens forem evitados por um longo tempo.
Petróleo Fabiana acredita que os preços internacionais do petróleo tenderão a oscilar entre US$ 40 e US$ 45 o barril após o início da possível nova guerra no Golfo Pérsico. ''Na medida em que o mercado tiver a noção de que será um conflito de curta duração (entre 3 e 4 semanas), os preços tenderão a cair e poderão voltar para um nível de US$ 23 o barril'', previu a analista. Mas, se a guerra tiver longa duração, os preços da commodity permanecerão sob pressão e poderão afetar o nível de atividade econômica mundial, advertiu a analista.


