Carmem Murara
De Curitiba
O jornalista econômico Luís Nassif defendeu ontem em Curitiba a adesão das empresas ao Programa de Recuperção Fiscal (Refis). Segundo ele, o Refis é um ‘‘recomeço’’ para a empresa inadimplente, que tenha intenção de crescer. ‘‘Aproveitem para limpar o nome e façam uma faxina geral’’, recomendou. Nassif participou de seminário sobre o Refis promovido pela empresa de consultoria Consult e pela Maran, Gehlen e Advogados Associados.
Luís Nassif ressaltou que há apenas uma situação em que não valeria a pena refinanciar os débitos fiscais. ‘‘Se a empresa não tem condições para continuar a pagar os impostos em dia, de nada adianta’’, afirmou. Na avaliação do jornalista, este é um dos melhores e mais abrangentes planos de recuperação de débitos fiscais das últimas décadas.
O Refis se difere dos demais programas pela extensão e pela facilidade que dá ao empresário. As empresas poderão parcelar seus débitos junto à Receita por prazos indeterminados e o pagamento das parcelas se dá conforme o faturamento. O governo federal tem pressa e necessidade de estimular as empresas a pagar os débitos, pois nunca o endividamento do País foi tão grande.
O sócio da Maran, Gehlen e Advogados Associados, Júlio Assis Gehlen, também se mostrou favorável ao Refis. ‘‘Há uma vantagem essencial. Antes você tinha que pagar a dívida em um prazo que era na média de 60 meses. Hoje, você não terá o limite de tempo, pois se leva em consideração a capacidade da empresa’’.
Gehlen disse que será uma oportunidade única para o empresariado, que ainda se mostra muito receoso em aderir ao Refis. O programa obriga as empresas a permitirem a fiscalização da Receita em suas contabilidades, o que poderia desvendar um possível caixa 2. ‘‘Isso não se concebe mais em empresa moderna. Empresário que tem caixa 2 está fadado a quebrar, pois é sinônimo de não controle empresarial’’

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