Estudo da Trevisan Consultores que leva em conta contribuintes de três faixas salariais – R$ 1.600,00, R$ 2.800,00 e R$ 3.100,00 – mostra as perdas que esses trabalhadores estão tendo pelo fato de a tabela base para a cobrança do imposto estar congelada há seis anos. Nas três situações, a Trevisan tomou por base famílias com dois dependentes, sendo que um deles estudante, e despesas médicas anuais de R$ 600,00.
No caso do contribuinte com renda mensal de R$ 1.600,00, o IR a ser pago nesse ano é de R$ 328,00, considerando que a dedução é de R$ 1.620,00. Pelos cálculos da consultoria, esse contribuinte não teria IR a pagar no final do ano caso a tabela do IR já tivesse sido corrigida.
Para chegar a essa conclusão, a Trevisan atualizou a tabela de IR pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e pela Unidade Fiscal de Referência (Ufir), acumulados entre janeiro de 1996 e dezembro de 200 0. Nesse período, a alta destes índices foi de 48,78%, 31,35% e 28,40%.
No segundo exemplo analisado, com salário de R$ 2.800,00, o contribuinte pagará este ano R$ 3.211,34 – quase três vezes mais do que o valor a ser pago se a tabela já estivesse corrigida pelo IGP-M, em que o Imposto devido seria de R$ 1.104,02. Pela tabela atual o contribuinte está pagando a mais R$ 2.107,32. Com a correção da tabela pelo IPCA, o contribuinte pagaria R$ 1.856,99. De acordo com a atualização pela Ufir, pagaria R$ 1.984,43. A economia nos dois casos seria de R$ 1.354,35 e R$ 1.226,91.
Já no terceiro exemplo, com salário de R$ 3.100,00, o contribuinte vai pagar este ano R$ 4.201,34. Este valor é R$ 2.107,32 superior ao que deveria ser pago se a tabela fosse atualizada pelo IGP-M. Com a correção da tabela pelo IPCA, o contribuinte pagaria R$ 2.846,99, o que representa uma economia de R$ 1.354,35 em relação ao que ele está pagando hoje. Na tabela corrigida pela Ufir, em que o contribuinte pagaria R$ 2.974,43, a economia seria de R$ 1.226,91.

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