Ana Carolina Sacoman
A consultora de marketing internacional, Neila Holland está em Maringá estudando o potencial de empresas da cidade e região para negociarem com industriais americanos. ‘‘Muitas vezes os pequenos e médios empresários têm receio de propor comércio com investidores externos. Vim para simplificar a negociação’’, afirma. Ela participa fazendo pesquisas de mercado para verificar se o produto brasileiro será aceito no exterior.
Neila acredita que as empresas de Maringá têm grande potencial não-explorado para a exportação. ‘‘Falta conhecimento nas negociações globalizadas. Cada povo negocia de um jeito e o profissional regional tem que aprender essas diferenças, as nuances culturais’’. Ela diz que essa é a hora da região começar a exportar para não ficar atrasada. ‘‘Os Estados Unidos invadem o País com diversas mercadorias, porque não podemos fazer o mesmo?’’.
Entre as adaptações de produto, ela cita as embalagens e a apresentação, que devem ser diferenciadas. ‘‘O shampoo do americano, por exemplo, é muito maior do que o usado por aqui’’. Entre os produtos brasileiros, ela destaca que os trabalhos manuais têm grande aceitação. ‘‘Brinquedos de madeira são muito apreciados lá fora, mas os daqui poderão sofrer concorrência pesada com o mexicano’’. Esse, segundo Neila, é o principal empecilho para os brasileiros. ‘‘Por causa do Nafta, comercializar com o México ficou muito barato’’.
Motivada pela recente comparação de Maringá com Dallas, nos Estados Unidos, publicada em reportagem da revista Veja, Neila acredita que as duas cidades são bastante parecidas e, por isso, podem fazer grandes parcerias comerciais.

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