O consultor de finanças pessoais e professor de Administração Financeira da PUC em Londrina, Charles Vezozzo, defende a criação de uma lei mais rigorosa para a veiculação de propaganda em horários de programas infantis na televisão. Segundo ele, como a maioria das mães trabalha fora, há uma tendência da TV se transformar em uma espécie de babá das crianças. ''E isto favorece o consumo, seguramente'', diz.
Para o consultor, existem várias maneiras de evitar que as crianças sejam consumistas e uma delas é a forma como os pais se comportam. ''As crianças podem adquirir hábitos inadequados de consumo, observando seus pais; mais importante que a palavra, o exemplo é fundamental'', afirma.
Outro aspecto que considera imprescindível é identificar se a criança tem tendência a ser consumidora compulsiva ou não. Por isso, ele sugere que se compre apenas o necessário e que se estabeleça limites. ''O descontrole afeta o orçamento doméstico''. Vezozzo afirma que a educação financeira deve ser condizente com a realidade da família para não gerar ''complexos nas crianças''. Ele defende a existência de um diálogo transparente entre pais e filhos sobre ''o que pode e o que não pode''.
Ainda segundo o consultor, é preciso trabalhar o conceito de mesada para atender as necessidades básicas das crianças, sem exageros a mais ou a menos, e estimular a criança a fazer poupança logo cedo, já pensando em cuidar corretamente do dinheiro.(E.A.)

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