Consultor pede reforma tributária
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quinta-feira, 30 de outubro de 1997
Carina Paccola Londrina 
Paulo Wolfgang A reforma tributária, que se arrasta no Congresso Nacional, é fundamental para a reduzir o Custo Brasil e aumentar a competitividade das empresas nacionais com a de outros países. O Custo Brasil foi o tema da palestra do sócio-diretor da Arthur Andersen, Raimundo Batista (foto), ontem no 1º Encontro Paranaense de Profissionais de Contabilidade, realizado em Londrina.
Batista ressalta que a carga tributária no Brasil é extremamente elevada, que a Previdência Social está falida, mas custa caro, e que falta infra-estrutura portuária, rodoviária, de energia e telecomunicações. Tudo isso faz com que nossos produtos tenham custo pouco competitivo em relação às mercadorias internacionais.
Ele defende que a reforma reduza as modalidades de incidência de impostos, aumentando a tributação sobre o consumo e reduzindo-a sobre a produção. É preciso aumentar a base tributária para que todos paguem e paguem menos. Um sinal claro de que a tributação está pesada é o aumento da economia informal no País. Batista apresenta dados do Instituto de Planejamento Econômico Aplicado (Ipea) que mostram que em 1991 os informais representavam 41,02% da economia; em 1994, esse índice passou para 45,45%; em 1996, os informais representam 46,86% da economia. A carga tributária é tão elevada que vale a pena correr o risco da informalidade. Sem uma reforma adequada, a situação tende a se agravar.


