Consultor diz que a saída é rever gastos
O economista João Batista de Rezende, da Resell - Rezende e Sella Consultores Associados, diz que, como os municípios não estão podendo contar com recursos federal e estadual, muitos já começaram a rever despesas. Mas alguns continuam apostando na possibidade de obter recursos da União e do Estado.
Segundo Rezende, na maioria das prefeituras a máquina fazendária tem funcionários mal preparados. Muitas prefeituras não sabem nem quem deve IPTU, garante ele, que presta consultoria para as prefeituras de Campo Largo, Umuarama, Jacarezinho e Mandaguari. Com a inflação, ninguém precisava planejar nada. As empresas privadas já estão se adequando à nova realidade econômica do País. Agora, chegou a vez das prefeituras, diz.
Para o economista, alguns prefeitos acreditam que a cobrança do IPTU traga desgaste político. Estes prefeitos podem até conseguir se reeleger mas futuramente não terão receita para administrar e investir nos municípios, afirma. Rezende diz que 80% das máquinas fazendárias do Paraná não estão preparadas para fazer uma política ativa de cobrança justamente porque os prefeitos têm medo do desgaste político. (C.L.)





