Consultor defende os conceitos de governança
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de setembro de 2004
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - ''Empresa que adota bons conceitos de governança corporativa resulta em mais dinheiro no bolso.'' Com essa afirmação, Edimar Facco, sócio da área de Auditoria da Deloitte, maior organização do mundo prestadora de serviços nas áreas de auditoria e consultoria empresarial, tenta convencer o empresariado brasileiro a adotar posturas de maior transparência na divulgação de informações, inclusive sobre balanços financeiros.
De acordo com ele, aderir aos princípios de governança corporativa, balizados por valores como transparência e respeito aos acionistas parceiros, traz inúmeras vantagens. ''A principal vantagem é eliminar ou diminuir a percepção de risco, e, em consequência, há uma atração maior de capital'', diz. Outra, é a possibilidade de que os investidores tenham conhecimento sobre o que a empresa está fazendo para o País.
Facco ressalta que o mercado de capitais já está atento a esse diferencial. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) adotou uma classificação de companhias, conforme seus patamares de governança, e as principais empresas que ensaiam lançar ações nos próximos meses sinalizam sua inserção exatamente no ''Novo Mercado'', clasificação dada às companhias que adotam mais critérios nesse sentido. Hoje só três empresas ocupam essa classificação: Natura, Sabesp e Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR).
Facco está em Curitiba para o 15º Congresso Nacional dos Executivos de Finanças (Conef), que acontece hoje e amanhã, com o tema ''Brasil 2020 - Uma realidade possível''. Considerado o mais importante encontro brasileiro de profissionais do setor financeiro, o 15º Conef contará com a presença do presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles, e do presidente da Bovespa, Raymundo Mogliano, entre outros palestrantes.


