Seja por necessidade ou apenas por desejo consumista, os brasileiros estão sempre querendo comprar um carro novo. Independente da opção de compra, o consultor de finanças pessoais, Charles Vezzoso, sugere ao consumidor que faça algumas análises antes de adquirir o veículo e ficar endividado.
A primeira recomendação é que seja levantado todos os ganhos e despesas pessoais, para avaliar o quanto da renda estará disponível para um financiamento. ''Antes de qualquer investimento torna-se imprescindível fazer um planejamento das despesas próprias ou da família para ver se o orçamento não ficará comprometido com o novo financiamento'', ressaltou Vezzozo.
Em seguida, o consultor orienta o comprador a identificar qual o propósito da aquisição de um novo carro: será para trabalhar ou passear? De acordo com Vezzozo, se for a primeira opção, é preciso avaliar o modelo, a potência e o custo/benefício com combustível e manutenção. ''Ás vezes, o comprador escolhe um carro 1.0, pensando na economia com combustível, mas em alguns casos esses modelos gastam mais com manutenção do que um veículo mais potente. Tudo isso tem que ser avaliado'', pontuou o consultor.
Se for para uso pessoal, o interessante é avaliar o carro pelo conforto que pode proporcionar. ''Mas tudo dentro do orçamento da família'', ponderou Vezzozo. Talvez, continua ele, seja possível comprar um carro mais potente, que geralmente são mais espaçosos e mais interessantes para famílias com crianças.
Para se informar sobre os modelos e seu custo benefício, o consultor sugere procurar revendas especializadas ou conversar com conhecidos que tenham aquele modelo de automóvel. Uma dica, é pesquisar na seção de índices da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - FIPE - pelo site www.fipe.com.br. A página contém informações sobre preço de carros usados e novos. Com estes dados em mãos, é possível analisar um pouco mais a taxa de desvalorização dos modelos de seu interesse.
Por fim, o comprador precisa escolher uma forma de financiamento. O ideal é pesquisar todas as condições oferecidas no mercado, para ter argumentos na hora de fechar o negócio. Segundo o consultor, atualmente as mais comuns são as linhas de crédito CDC - crédito direto ao consumidor. ''E quanto maior a parcela de entrada, menor são os juros do financiamento'', alertou o consultor. Segundo ele, as taxas de juros para compra de automóveis variam, em média, de 1,29% a 1,60%.

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