O professor e consultor de finanças Charles Vezozzo reconhece que há uma tendência pela procura por consórcios de imóveis no Brasil porque não há cobrança de juros como em um financiamento. Mas ele aponta uma série de cuidados que o consumidor deve tomar antes de fechar um negócio: conferir a idoneidade da administradora que presta o serviço; ler atentamente o contrato, esclarecendo todas as dúvidas e fazer a transferência na própria administradora no caso da compra de uma cota contemplada.
Outro conselho é que este tipo de investimento não comprometa mais que 30% da renda familiar, sob risco de inadimplência no futuro. ''Às vezes, a pessoa só visualiza que o consórcio pode custar menos em relação ao valor do financiamento, mas é preciso avaliar se ela tem capacidade de assumir esse compromisso para não se tornar inadimplente. Então é preciso fazer bem as contas, antes de tudo''. O consultor avalia também que o consórcio é uma boa alternativa para a pessoa que não está com pressa em adquirir o imóvel, uma vez que o sistema funciona por sorteio ou por lance.
Para o consultor, a aquisição da casa própria é um sonho que está presente hoje em quase todos os países do mundo, principalmente depois da crise que abalou o sistema financeiro do planeta. ''Você está adquirindo o que é seu, tem o sentimento de pertença; todos nós queremos ter o nosso cantinho para morar''. Mesmo assim, ele diz que a decisão deve ser tomada de forma racional e não de forma emotiva. (E.A.)

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