Curitiba O modelo proposto para o sistema energético brasileiro é o da federalização das empresas de energia. ''Isso é o mesmo que vender a Copel de graça para a União'', disse o consultor do setor elétrico João Carlos Cascaes. Para ele, se o modelo vingar todo o esforço dos paranaenses em evitar a venda da Copel, há dois anos, terá sido em vão.
Para Cascaes, o modelo de pool só beneficia estados como São Paulo e Rio de Janeiro, que não têm mais fontes de energia para acompanhar o crescimento econômico e precisam comprar mais energia em regiões mais distantes, situação que encarece o preço das tarifas nesses estados. ''Por isso, eles precisam neutralizar essas diferenças e a venda federalizada vai impor um preço padrão a todos eles'', explicou.
A Copel tem usinas, é superavitária em energia, não foi privatizada como ocorreu com as estatais de outros estados. ''E agora o Estado vai abrir mão de colocar todas essas usinas em benefício da União?'', questionou. Além disso, o Paraná será submetido a um modelo de intermediação na venda de energia, que não interessa ao Estado, resumiu.

mockup