Construtoras reduzem oferta de apartamentos
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terça-feira, 27 de março de 2001
Vânia CasadoDe Curitiba 
A falta de financiamento para a produção imobiliária vem restringindo a construção e consequentemente a oferta de apartamentos em Curitiba. Com a continuidade dessa situação, os apartamentos construídos com recursos tecnológicos e com boa localização tendem a ser valorizados no mercado em curto prazo, prevê o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Eliel Lopes Ferreira Júnior.
A tendência de redução das construções verticais vem sendo observada há três anos, quando as construções de casas e sobrados em bairros da periferia começaram a se destacar. Uma pesquisa encomendada pelo Sinduscon revela que no ano passado, a produção imobiliária até aumentou em 9%, sendo que a área construída passou de 1,5 milhão de metros quadrados em 1999 para 1,6 milhão de metros quadrados em 2000. Ocorre que 67% dessa produção correspondem a áreas residenciais horizontais construídas principalmente nos bairros do Xaxim, CIC (Cidade Industrial de Curitiba) e Uberaba.
Essa situação foi provocada pela retração dos agentes financeiros que direcionaram os financiamentos imobiliários para imóveis prontos. Com isso, fica muito mais fácil construir sobrados e casas que são concluídos rapidamente, do que construir um prédio inteiro para depois ser comercializado, explica Ferreira Júnior.
Conforme levantamento do Sinduscon, há 5 anos 70% das construções colocadas à venda eram verticais (apartamentos) e 30% casas e sobrados. Atualmente, 67% das construções correspondem a casas e sobrados e 33% a apartamentos.
Apesar da oferta atual de apartamentos bem construídos para alugar e vender, o presidente do Sinduscon lembra que essas unidades já são escassas e tendem a se esgotar no mercado. Principalmente os apartamentos de construções mais modernas, salientou.
A expectativa é que essa situação seja revertida quando o sistema financeiro tiver mais garantias de retorno do capital. Esse processo vinha sendo acelerado com a trajetória de queda dos juros, quando os bancos vinham mostrando receptividade em alocar mais recursos para o sistema imobiliário. Mas a última decisão do Banco Central em elevar novamente os juros da taxa Selic caiu como uma ducha de água fria para o setor imobiliário, afirma o presidente do Sinduscon.


