BRASÍLIA - O governo quer achar um caminho para contratar, rapidamente, o financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o ministro do Planejamento, Antônio Kandir, a área técnica do ministério está preparando uma instrução normativa à Caixa Econômica Federal, que permitirá que as construtoras possam agir como intermediárias na concessão de cartas de crédito aos mutuários finais, desde que identificada a demanda.
O ministro explica que essa sistemática já vem funcionando bem com as cooperativas e associações, que vêm obtendo cartas de crédito para seus associados. A agilidade que o governo quer imprimir na concessão do crédito habitacional decorre da maior disponibilidade de recursos do FGTS. O orçamento do Fundo para este ano alcança R$ 5 bilhões. Desse total, R$ 2 bilhões vão para o saneamento e R$ 3 bilhões apra a habitação.
Do dinheiro destinado ao crédito habitacional, R$ 472 milhões é dentro do programa de apoio à produção e R$ 555 milhões para o pró-moradia, feito em parceria com o setor público, e que financia habitações para famílias com renda de até três salários mínimos. Para a concessão de cartas de crédito, para famílias com renda de até 12 salários mínimos, sobram mais de R$ 1,9 bilhão.

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