RETOMADA Construtora conclui obras da Encol, falida há 2 anos Edifício na zona sul de Londrina será entregue nesta semana. Prejuízo foi rateado entre moradores César AugustoFIM DE UM DRAMAHoroldo Pires, da HLC: ‘‘Resolvemos o problema de várias famílias’’ Cláudia Lopes De Londrina A principal imagem que reflete a falência da Encol em Londrina – o conjunto de prédios localizados no alto da avenida Madre Leônia Milito, na zona sul – está se transformando, com a retomada de duas obras. O Ravel, primeiro edifício lançado pela Encol na cidade, será entregue nesta semana pela Construtora HLC ao Condomínio de Moradores, constituído depois da falência da empresa, há dois anos. A HLC conseguiu terminar a obra com um financiamento de R$ 640 mil, liberado há seis meses pelo Banco Itaú. O edifício tem 40 apartamentos de três quartos, sendo uma suíte. O prejuízo deixado pela Encol foi rateado entre os proprietários, segundo o presidente da Comissão de Representantes do Condomínio, Alexandre Fernandes Júnior. ‘‘Além do que cada um devia, os proprietários tiveram que pagar um adicional de R$ 8 mil. Quem já havia quitado o imóvel pagou este valor. Os devedores finaciaram o saldo devedor mais os R$ 8 mil’’, explicou. O proprietário da HLC, Horácio Pires, disse estar tentando obter financimento para outras 20 obras inacabadas da Encol em Londrina e em cidades do estado de São Paulo. ‘‘Além de resolver os problemas de várias famílias, com a retomada das obras geramos empregos e recolhimento de impostos aos municípios’’, afirmou. Segundo Pires, todos os procedimentos previstos na construção do Ravel pela Encol foram cumpridos. ‘‘Utilizamos a mesma tecnologia e cumprimos todas as etapas’’, salientou. No próximo mês, a Construtora Saconatto retoma as obras do Vivaldi Boulevard, outra obra inacabada da Encol e que fica ao lado do edifício Ravel. A retomada só pôde ser viabilizada depois que os ex-mutuários obtiveram na Justiça, em agosto passado, a escritura relativa à fração ideal do terreno, segundo o proprietário da construtora, Niltinho Saconatto. A obra será tocada por sistema de condomínio. O prédio tem 40 unidades, sendo que cinco foram permutadas com o dono do terreno. ‘‘Por enquanto, estamos fazendo um fundo de caixa’’, explicou Niltinho Saconatto, que também tem interesse em tocar outras obras da Encol. O prazo para conclusão do empreendimento é de 24 meses. ‘‘Apenas 26% da obra foi executada’’. Para completar o edifício, devem ser gastos R$ 1.270 milhão, divididos entre os proprietários. ‘‘Cada um vai desembolsar cerca de R$ 35 mil. Existem ex-mutuários que já haviam quitado o apartamento, um valor que atualizado chegaria a R$ 80 mil’’.