O custo nacional da construção civil registrou alta de 6,18% em 2000, com o metro quadrado cotado a R$ 323,96. Essa medida é padrão para levantar os gastos na indústria da construção.
Em dezembro, o aumento foi de 0,34%, praticamente igual ao índice de novembro (0,35%). Comparado a dezembro de 1999 (+0,91%), o índice apresentou redução de 0,57 ponto percentual.
Os dados fazem parte do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A região Nordeste registrou a maior alta (+0,47%) em dezembro. Em seguida ficou a região Norte com aumento de custos de 0,39% no mês passado. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste tiveram aumento mensal de 0,32%, 0,29% e 0,18%, respectivamente.
No acumulado do ano, as regiões Nordeste e Norte também lideraram os custos da construção. Registraram alta de 6,97% e 6,29%, acima da média nacional (6,18%). Abaixo da média, se situaram as regiões Centro-Oeste, com 6,09%, Sudeste, 5,95% e Sul, 5,60%.
Entretanto, apesar de ter tido o maior reajuste de preços da indústria da construção, o Nordeste teve o custo médio mais baixo, de R$ 291,65 por metro quadrado. Já o Sudeste, registrou o mais alto (R$ 346,61).
Por Estados, notou-se que todos da região Nordeste chegaram ao final de 2000 com custos de construção abaixo da média nacional, ao contrário da região Sul, onde todos ficaram acima desta média.
O Estado com custo de construção mais elevado foi Roraima – R$ 403,54 o metro quadrado –, embora tenha tido em dezembro uma pequena redução (-0,08%). Já o menor custo no ano passado foi registrado no Piauí, de R$ 253,06 por metro quadrado construído.
Além de Roraima, o Amapá também registrou queda de preços da construção (0,37%). O Espírito Santo teve o maior aumento acumulado em 2000, de 10,69%. O Estado teve, no entanto, o custo mais baixo da região Sudeste, com R$ 272,53.

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