Construção terá índice de emprego
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segunda-feira, 16 de março de 1998
Agência Estado 
A criação de um índice nacional de emprego na construção civil será um dos principais pilares do protocolo de atuação cooperativa, assinado no início do mês por três entidades empresariais da área de infra-estrutura. O objetivo é estimular os investimentos e ampliar o emprego no setor. Estudos para a elaboração do novo índice indicam que cada ponto percentual de encargos sociais reduzido pode significar a contratação de mil trabalhadores.
Precisamos de um perfil exato do setor, antes de iniciar qualquer ação, afirmou Paulo Godoy, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), uma das signatárias do protocolo, do qual participam ainda a Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdib) e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção (Sinicon).
As empresas ligadas ao setor de infra-estrutura empregam 507 mil pessoas e gastam com folha de pagamento R$ 5,2 bilhões por ano, segundo dados preliminares. A massa salarial dessa área soma R$ 2,3 bilhões e os R$ 2,9 bilhões restantes são despesas com encargos sociais. Os encargos encarecem a folha de pagamento em 126,88%, lembrou Godoy.
O levantamento de dados, relevante para a elaboração do novo índice de emprego e para dar suporte aos trabalhos na área de infra-estrutura, deverá estar concluído até 3 de abril, quando será realizado o seminário O custo do trabalho - O emprego na infra-estrutura. Políticos, empresários e sindicalistas vão debater alternativas para reduzir os gastos com trabalho. Gastos menores com mão-de-obra reduzem os custos das empresas e podem não só elevar o emprego como promover aumento salarial, afirmou Godoy.


