Brasília - O otimismo dos empresários do setor de construção para os seis meses seguintes foi o menor registrado desde 2010, segundo Sondagem Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada ontem. A entidade aponta que, em agosto, as perspectivas dos industriais não apresentaram sinais de melhora e mantêm tendência de queda.
A perspectiva em relação à compra de insumos e matérias-primas nos próximos seis meses passou de 54,4 pontos em julho para 53,2 pontos em agosto. No mesmo período, também caiu o indicador da expectativa em relação ao número de empregados, de 54,7 para 53,9. Sobre o nível de atividade, passou de 54,6 para 53,7. Em relação a novos empreendimentos e serviços, foi de 54,4 para 53,7. Os números, que estão acima de 50, ainda indicam otimismo, mas em níveis menores do que os registrados na série histórica da CNI, que teve início em 2010.
A pesquisa aponta que a indústria da construção continuou desaquecida em julho. O indicador de evolução do nível de atividade continuou em queda, com 46,5 pontos. O resultado, entretanto, foi um pouco melhor que em junho, quando o indicador foi de 44,3 pontos.

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