Construção tem alta de 20% em Cascavel
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sábado, 07 de dezembro de 2002
Gilmar Agassi<br>Equipe da Folha 
Cascavel - Um dos primeiros segmentos da economia a contabilizar o impacto da retomada do processo inflacionário no País, foi a construção civil que, na região Oeste do Paraná, contabiliza aumento médio de 20,69% no custo dos materiais de construção, entre julho e novembro últimos. Os números foram divulgados ontem pelo presidente do Sinduscon/Oeste-Pr, José Luiz Parzianello.
Para ele, os reajustes registrados pela pesquisa do sindicato junto ao comércio de materiais de construção são extremamente preocupantes e podem levar o setor à insolvência, caso as empresas não tenham condição de repassar esses aumentos. Em sua avaliação, a situação é especialmente delicada em relação às licitações públicas. ''Muitos contratos terão de ser revistos'', observa Parzianello.
Segundo o advogado do Sindicato, Paulo Giovani Fornazari, os índices de aumento justificam plenamente a revisão e adequação de contratos e licitações. ''O aditamento contratual é legal e imprescindível, sempre que fatores alheios ameacem o equilíbrio das relações'', observa o advogado, lembrando que existe jurisprudência do Superior Tribunal Federal (STF) em favor deste raciocínio.
A pesquisa realizada pelo Sinduscon/Oeste em toda a região, envolve 22 ítens básicos da construção e seus preços de comercialização no período de junho até novembro último. O maior reajuste constatado é de eletrodutos de pvc, que tiveram alta de 39,48%, seguidos de ferro, com aumento de 37,67%, pisos cerâmicos, com alta de 36,27%, e telhas de fibrocimento, reajustadas em 32,90%. O menor reajuste detectado foi o de madeiras para caixaria, de pinus, com alta de 4,17%. Na média geral, o reajuste constatado foi de 20,69%.


