Construção representou 15,6% do PIB
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segunda-feira, 25 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A cadeia produtiva da construção, chamada de construbusiness, representou 15,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano passado. A constatação é de pesquisa coordenada pelo professor Luciano Coutinho, da Unicamp. Em 1995, quando a pesquisa começou a ser publicada, o setor representava 14,2% do PIB. O aumento da participação deveu-se ao aquecimento da construção em 1999 e 2000, afirmou Coutinho.
Coutinho também disse que, conforme a metodologia adotada, o número pode subir para 18%. O construbusiness é um conceito que envolve todas as etapas e serviços ligados à construção. Os 15,6% apurados em 2000 são compostos por: atividades de construção civil (edificações e outras obras), com 10,3%; produção e vendas de materiais de construção (4,1%); serviços (2,1%); outros materiais (2,1%); e bens de capital para construção (1,1%).
Os números foram apresentados ontem no quarto seminário sobre construbusiness, realizado no Teatro Popular do Sesi, na sede da Fiesp, em São Paulo. O trabalho baseia-se em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O documento aponta que a construção civil empregou, em 1998, 3,63 milhões de pessoas, liderando o setor industrial. O volume representou 6,1% dos operários ocupados na indústria. No mesmo ano, o setor de vestuário ocupou 1,39 milhão de pessoas e o de madeira e mobiliário, 800 mil.
Quando se consideram os empregos indiretos gerados pela construção, o montante ocupado chega a 14 milhões. A pesquisa também indicou que a construção civil representou, em 1999, 70,27% de todos os investimentos realizados pela economia brasileira.
A equipe de Coutinho também concluiu que os construtores contribuíram, em 1998, com 11,5% dos impostos líquidos recolhidos pelo governo.
O setor também movimenta cerca de R$ 55 bilhões por ano com os fornecedores. Do total, R$ 16,5 bilhões são demandados do setor de produtos minerais não-metálicos, R$ 9 bilhões vão para outros produtos metalúrgicos, R$ 5,3 bilhões para artigos da construção civil; R$ 4,2 bilhões seguem para material elétrico; e R$ 3,3 bilhões são usados para comprar madeira e mobiliário.


