Rio de Janeiro - A queda de 1,2% no rendimento real dos trabalhadores em outubro ante setembro foi provocada especialmente pelo maior número de contratações no setor de construção, de acordo com Pereira. Segundo ele, como paga salários mais baixos do que a média dos setores, a construção puxou para baixo o rendimento ao aumentar o número de trabalhadores.
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) contabilizou que a massa salarial (soma dos salários pagos) nas seis regiões caiu 0,9% em outubro ante setembro, após um acréscimo de 2,9% no mês anterior ante agosto. Esta é uma variável-chave para definir o dinamismo do mercado interno consumidor, alerta o Iedi.
O setor de construção registrou um crescimento de 6,6% no número de ocupados em outubro ante setembro, a maior variação porcentual no período entre os setores pesquisados, bem superior ao aumento de 0,2% da ocupação na média das seis regiões. O rendimento médio real nas regiões chegou a R$ 900,20 em outubro e, na construção, não ultrapassou R$ 657,20.
Apesar do maior peso desse setor para a queda do rendimento no mês, Pereira destacou também que a renda dos trabalhadores industriais recuou 5,2% no período. Segundo ele, essa queda no rendimento industrial pode ser explicada pela contratação de trabalhadores temporários, que ganham salários mais baixos.

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