Curitiba - A maior parte das empresas ligadas ao setor da construção civil está otimista para 2013. Foi o que apontou uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR). Das 900 empresas de prestação de serviço, incorporação, obras públicas e outros setores presentes na área de abrangência da entidade, 300 foram ouvidas entre os dias 12 e 27 de novembro. Cinquenta e oito por cento dos empresários consultados afirmaram que pretendem aumentar o número de funcionários no ano que vem, enquanto 37% querem manter a mesma quantidade e 5% falam em redução do quadro de colaboradores. O Sinduscon-PR não responde pelas regiões de Londrina, Maringá e Cascavel.
Se a expectativa se confirmar, haverá crescimento de 16,4% do número de empregados nas empresas consultadas, gerando 26,3 mil novos postos no Paraná, sendo 13 mil na região metropolitana de Curitiba (RMC). A pesquisa apontou que as empresas que atendem obras públicas estão entre as mais otimistas, muito provavelmente por conta dos projetos para a Copa do Mundo e de novas obras que podem surgir com as próximas administrações municipais. Setenta e oito por cento das empresas que atendem obras públicas esperam crescer em 2013.
São as obras públicas que puxam para 4,4% a expectativa para 2013 do Valor Adicionado Bruto (VAB). O VAB é considerado o Produto Interno Bruto (PIB) da construção. Em 2012, o VAB cresceu 2,5% e em 2011 foi de 3,6%. Para o consultor do Sinduscon-PR, Marcos Kahtalian, a expectativa positiva está baseada na possibilidade de investimentos para obras de grande porte de infraestrutura pública e privada, lembrando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa de 2014. ''O diagnóstico da economia está bastante claro. Ela não cresce mais pelo consumo das famílias. O único jeito de crescer é pelo investimento do governo'', considerou.
O PAC da Copa vai movimentar em Curitiba R$ 862,4 milhões, sendo R$ 543,9 milhões em mobilidade urbana, R$ 84,6 milhões em melhorias no Aeroporto Afonso Pena e R$ 234 milhões na reforma da Arena da Baixada. Desse total, R$ 563,6 milhões virão por meio de investimento público federal. Entre as maiores obras privadas para 2013 e 2014 no Estado estão os inevstimentos da Klabin (Ortigueira), Renault (São José dos Pinhais) e Castrolanda (Campos Gerais).
Apesar da queda no VAB, o Sinduscon-PR analisa que 2012 foi um ano de estabilidade. ''Para nós o cenário está muito bom. Está positivo. A gente conseguiu a estabilização em um patamar muito confortável. Isso vai continuar para o ano que vem'', afirma o presidente da entidade, Normando Antonio Baú. O cenário de estabilidade é reflexo da manutenção, de 2011 para 2012, dos índices de emprego, alvarás concluídos e da queda de 1% em financiamentos imobiliários, que passaram de R$ 114 bilhões para R$ 113 bilhões.

Imagem ilustrativa da imagem Cons­tru­ção deve empregar 16,4% a mais em 2013
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